(Foto: reprodução)
A
era dos computadores tradicionais está chegando ao fim. A computação
cognitiva está chegando para substituir o que conhecemos e potencializar
a interação entre pessoas e as máquinas. Este foi o assunto tratado em
painel na CIAB 2015.
Os computadores que conhecemos
tradicionalmente seguem um algoritmo simples para oferecer respostas às
perguntas: ele segue uma árvore de decisões que, no fim das contas,
chega a uma resposta única. O problema é que a maioria das coisas na
vida já não têm mais uma resposta simples; elas variam de pessoa para
pessoa.
É aí que entra a computação cognitiva. O nome vem da ideia
de usar o poder de processamento das máquinas e o volume cada vez maior
de informações que circula diariamente na internet para criar máquinas
capazes de reproduzir a forma como o humano pensa para tomar uma
decisão.
A IBM, que possui seu supercomputador Watson, explica que
as pessoas normalmente, diante de uma nova situação, observam,
interpretam, avaliam e só então decidem o que fazer. No caso do Watson, a
máquina lê um conteúdo e define a que domínio ele pertence; em seguida,
o entende no contexto de uma hipótese, e determina se há evidência
forte o suficiente para basear uma afirmação. Depois de tudo isso, são
apresentadas as evidências para que decisões bem informadas possam ser
tomadas.
Como explica o Andy Narayanan, diretor da IBM, a
computação cognitiva tende a melhorar a relação entre pessoas e
computadores, multiplicando e acelerando o conhecimento humano,
aproveitando o volume gigantesco de dados que as pessoas jamais seriam
capaz de analisar durante seu período de vida. Estima-se que 4,7
quintilhões de bytes sejam gerados todos os dias.
Com o passar do
tempo, a tendência também é que as máquinas se tornem mais inteligentes,
absorvendo um volume cada vez maior de dados para ser capaz de fazer
decisões ainda mais profundas.
E essa realidade já é mais próxima
do que parece. A IBM já tem o Watson funcionando com alguns clientes. Um
exemplo dado por Narayanan é o banco americano USAA, que oferece os
serviços de computação cognitiva para seus clientes. O exemplo dado
permite que uma pessoa faça a seguinte pergunta à máquina: “meu marido
acabou de sair do Exército e estamos com dificuldades para que ele
arrume emprego”, e o computador pode dar uma sugestão.
No mercado
financeiro, a utilização de computadores capazes de raciocinar como
pessoas. Courtnay Guimarães Jr, executivo de TI da HP, conta que no
mercado de ações há os “quant traders”, com máquinas capazes de tomar 1
milhão de decisões por segundo no que se refere à compra e venda de
papéis na bolsa de valores. E o mais interessante: muitas delas são
blefes, algo intrinsecamente humano.
Fonte: OlharDigital



